Ariadne

       “ESTE FIO A CORRER…

       As palavras… primeiro as palavras

       Dançando num cenário teia. Um cenário cheio de excelentes músicos. Do melhor, diria. Para esta música que passa como quem se senta a tocar só para nós. A tocar para estas palavras. Caras. Caríssimas. Que nos entram pela casa dentro sem nenhuma cerimónia. Numa urgência de chegar e de dizer tudo o que têm a dizer. Seja em que língua for. Sem pressa. Mas urgentes.

       Primeiro as palavras.

       Estas palavras que se desenham num fio que alarga e estreita, como quem respira, enchendo o espaço todo num pulmão de promessas e depois se esvazia, expira, quantas vezes repentinamente como uma luz que se apaga. E é este acender e apagar que cria um fio sonoro chicoteando o ar de dureza ou ondeando de ternura, ao sabor de um profundo instinto de sobrevivência.

       Das palavras. Sempre das palavras.

       Parece que aqui não se fala de outra coisa. E é verdade. Mas todas as palavras correm da Adriana. como de uma fonte. Tudo o que canta é água que corre espantosamente perceptível. Feita assim por amor ao canto daquilo que se ama. É raro. É rara. Ouçam Este fio a correr…
Amélia Muge

 

 

 

       Adriana Queiroz é uma Artista dos pés à cabeça. A sua meta é a auto-superação permanente quer seja na dança, no teatro ou na música. Trabalha o talento de forma exaustiva e racional e isso permite-lhe atingir níveis artísticos muito altos e consistentes.

       Conheci-a quando chegava, merecidamente, ao auge da sua carreira de Bailarina, no Ballet Gulbenkian, e já a inquietava a necessidade de representação teatral. A sua voz quente, granulada e expressiva revela-se anos mais tarde e de modo surpreendente, dando forma definitiva a uma artista incansável e obstinada na procura da perfeição.
Pedro Jóia

 

 

 

       Nos dias que correm « bicho » ou « animal » de palco são termos que tendem a cair em desuso. O talento, o profissionalismo, a entrega total e o carisma estavam, ou estão, na origem desse atributo que tão bem define Adriana Queiroz : Bailarina Clássica, contemporânea, actriz ou cantora, Adriana conduz com inteligência e bom gosto uma carreira multifacetada.
Jorge Salavisa

 

 

 

       Adriana Queiroz declara-se, como artista, o ser humano tenaz cujo quotidiano é conjugado no prazer de tocar a felicidade, como um direito para viver. O palco é o seu chão e o universo onde tem metamorfoseado a carreira com versatilidade de quem encara a vida com a diversidade dos dias para vencer.
Luísa Taveira

 

 

 

       Empenho e capacidade de experimentar, aceitando desafios de forma corajosa, sempre com surpreendentes resultados, eis de que é feita Adriana Queiroz para quem a demanda do belo não é vã evocação. Trabalho e disciplina é o que se reconhece, de perto e à distância. Estou certo que ainda há dotes por vir, porque a novidade faz parte do seu caminho em aberto.
Nuno Carinhas

       Com direcção musical de Pedro Jóia, “Ariadne” conta ainda com os músicos Filipe Raposo (piano), Pedro Jóia (guitarra), Yuri Daniel (baixo elétrico e contrabaixo), Mário Delgado (guitarra elétrica), Vicky Marques (percussões). Em 2011, Adriana Queiroz dá início às gravações de “Ariadne” e o álbum teve o seu lançamento a 22 de Outubro com um concerto no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.

Repertório

A noite passada SÉRGIO GODINHO
Ariadne AMÉLIA MUGE
PEDRO JÓIA
Lembra-me um sonho lindo FAUSTO
Barca AMÉLIA MUGE
Rosalinda FAUSTO
Ícaro PEDRO JÓIA
Balada da Rita SÉRGIO GODINHO
Ao preço da chuva TIAGO TORRES DA SILVA
PEDRO JÓIA
Viajante TERESA TINOCO
Sem parar AMÉLIA MUGE
MANUEL PAULO
Índia Song MARGUERITE DURAS
CARLOS ALESSIO
Alfonsina y el mar FÉLIX LUNA
ARIEL RAMIREZ

cd-ariadne

Ficha Artística

direcção musical e arranjos PEDRO JÓIA
voz ADRIANA QUEIROZ
piano FILIPE RAPOSO
guitarra PEDRO JÓIA
contrabaixo e baixo eléctrico YURI DANIEL
guitarra eléctrica MÁRIO DELGADO
percussão VICKY MARQUES
violão e cavaquinho EDU MIRANDA
teclados MÁRIO GARNACHO
participação especial de LUANDA COZETTI em Ícaro

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